sexta-feira, 19 de novembro de 2010

HISTÓRICO - EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE CRUZETA


A palavra EMANCIPAÇÃO significa: pátrio poder, tornar-se independente.

A cidade de Cruzeta foi fundada em 24 de outubro de 1920, quando houve a primeira feira no antigo povoado juntamente com a primeira missa rezada pelo Pe. João Clemente de Morais. Joaquim José de Medeiros, filho de importante família da região, doou parte da Fazenda Remédios a Igreja e assim teve origem a vila intitulada “Vila dos Remédios.
No dia 18 de agosto de 1937, a vila passou a categoria a pertencer ao município de Acari. Apenas no dia 24 de novembro de 1953, pela Lei nº 915 de autoria do deputado caicoense, o médico Dr. Abílio Medeiros e assinado pelo governador Sílvio Piza Pedrosa, Cruzeta desmembrou-se de Acari e tornou-se município do Rio Grande do Norte.
A instalação no novo município e posse do primeiro prefeito aconteceu no dia 15 de março de 1954. Inicialmente tivemos um prefeito interino (ou provisório) por um período de um ano, o Dr. Sérvulo Pereira de Araújo. Par seus auxiliares na administração municipal o prefeito escolhera Paulo Simão Bezerra como secretário, Cécero Dedice de Góes como tesoureiro, Tomáz Pires de Albuquerque como fiscal e Geraldo Alves dos Santos como porteiro – arquivista.
Em 1954 marcou também a realização da eleição que elegeria o nosso primeiro prefeito constitucional (eleito pelo povo) e os primeiros membros da Câmara Municipal. Dr. Sílvio Bezerra de Melo foi o prefeito escolhido e vice-prefeito o Sr. Félix Pereira de Araújo e para vereadores: Antônio Alves da Cunha, Tiburtino Bezerra de Araújo, Sebastião José de Araújo, Miguel Pereira de Araújo, João Damasceno Lopes de Araújo, Cécero Simão Bezerra, Ladislau Salvino de Medeiros e João Bernadino Filho. Na época a sede da Câmara de vereadores se instalara em uma sala da própria prefeitura, (que era apenas uma simples casa residencial). A posse do Prefeito, Vice-prefeito e Vereadores dera-se em 31 de janeiro de 1955.No ano de 1970 aconteceu o Cinquentenário de fundação de Cruzeta (50 anos). O dia 31 de janeiro foi festejado com a entrega de um parque infantil; este marco histórico da cultura cruzetense foi demolido no ano de 2006. Aconteceu também a escola da Rainha Cinquentenária de fundação tendo como vencedora a senhorita Mônica Maria de Medeiros (mais conhecida como Mônica de Dr. João Nicássio).
No ano de 2003 comemorou-se o Cinquentenário de Emancipação Política do município com diversas comemorações e dentre elas a escola da sua Rainha Cinquentenária de emancipação, tendo sido eleita a jovem Aline Caline da Silva e escolha dos 10 vultos populares mais importante que se destacaram e se destacam nos diversos setores socioculturais. Os agraciados, em uma bela solenidade, receberam comendas no Clube Municipal da cidade:

Religioso – D. Carmita (falecida)
Cultura – Ronaldo Macêdo
Celebridade masculina – José Sally de Araújo
Celebridade feminina – Shirlene Santos Mafra Medeiros
Estudante – Angelina Silva
Saúde – Maria de Lourdes Vital
Economia – Rede Mais J. Araújo
Esporte – Lenilson (atletismo)
Político – José Sally de Araújo (na época vereador)
Político de história – Geraldo Alves da Silva (na época prefeito)
Como em quase todos os municípios interioranos, Cruzeta sempre comemora o dia de sua Emancipação com práticas desportivas, culturais e show na praça pública para a população.

Do ano de 1953 até os dias atuais, o município já teve nove prefeitos:

• 1954 a 1955 – Sérvulo Pereira de Araújo
• 1955 a 1960 – Dr. Sílvio Bezerra de Melo
• 1960 a 1965 – Joaquim Lopes Pequeno (Seu Baé)
• 1965 a 1970 – Dr. Pedro Etelvino de Góes
• 1970 a 1973 – Cécero Simão Bezerra
• 1973 a 1977 – Dr. Pedro Etelvino de Góes
• 1977 a 1983 – Sinval Azevedo
• 1983 a 1988 – Manoel Maurício de Medeiros
• 1989 a 1992 – Geraldo Alves da Silva
• 1993 a 1996 – Manoel Maurício de Medeiros
• 1997 a 2000 – Geraldo Alves da Silva
• 2001 a 2004 – Geraldo Alves da Silva
• 2005 a 2008 – José Sally de Araújo
• 2009 a 2012 – José Sally de Araújo

ALINE E MÔNICA MARIA - RAINHAS CINQUENTENÁRIAS
DE EMANCIPAÇÃO E FUNDAÇÃO DE CRUZETA.
CRUZEIRO DAS ALMAS
Desde 1894 os Missionários Redentoristas se encontravam entre nós, evangelizando as regiões Sul, Sudeste e o Centro do Brasil. Em 1947 chegou a vez do Nordeste receber também a presença desses Frades..
A primeira tentativa de fundação de uma Comunidade Redentorista no Nordeste do Brasil havia acontecido em 1933, na cidade de Salvador. Deste modo, no ano de 1947, foi criado o Centro Missionário de Garanhuns que existe até hoje. A Equipe Missionária era composta por 04 missionários ativos e outros que ajudavam ocasionalmente. E assim permaneceu até os anos 70 quando se dissolveu. Os anos de 1947 a 1949 serviram de consolidação da fundação e da atividade missionária. A partir de 1949 a missão se consolidou e passou a ser o motor da expansão Redentorista em todo o Nordeste.
Na década de 50 são pregadas missões conjuntas com as Equipes de outras Províncias, e Estados Nordestinos.

Em andanças pelo Estado do Rio Grande do Norte, precisamente no ano de 1957, os Missionários Redentoristas passam pela cidade de Cruzeta pregando suas missões e fixando o amor divino através de uma marca de fé. Foi neste ano que os mesmos incentivaram a comunidade cruzetense a ampliar a capela e instalaram, em frente da mesma, um suntuoso Cruzeiro, intitulado “CRUZEIRO DAS ALMAS”, ou Cruzeiro de N. S, dos Remédios.
Em sua inauguração realizou-se procissão com a presença de Cônego Ambrósio Silva, os padres Redentoristas e a comunidade. Apesar da idéia dada pelos missionários o Cruzeiro fixou-se em frente ao Cemitério Público onde as pessoas poderiam fazer suas orações e pagar suas promessas, destacando-se no topo do mesmo um “galo” de madeira confeccionado pelo Sr. Marcos Ferreira.
No ano de 1986 o Cruzeiro foi arrancado do seu lugar de origem dando lugar ao asfalto que liga Natal a Caicó. Por alguns anos o Cruzeiro ficou esquecido e depositado em um depósito da Prefeitura Municipal quando em 31/12/1999 a Paróquia, juntamente com a Prefeitura, o reergueu dentro de uma arquitetura moderna de maneira esplendorosa, com base e escadarias, um altar e cobertura, respeitando sua originalidade. O Cruzeiro das Almas continua em frente ao Cemitério Público São João Batista.



quarta-feira, 17 de novembro de 2010

PRINCIPAIS SÍTIOS E FAZENDAS DE CRUZETA

ÁGUA DOCE
ALEGRETE
ALTO DOS REMÉDIOS
BADARUCO
BARRA DA CAEIRA
BOA SORTE
CAIÇARA DA JUREMA
CAUAÇÚ
CIPRIANA
CRUZETA VELHA
CURRAIS
DINAMARCA
EMPARN
FORTUNA
GREGÓRIO
JARDIM
LAGE ATRAVESSADA
MALHADA GRANDE
MULUNGÚ
MULUNGUZINHO
NÚCLEO I
NÚCLEO II
OLHO D’ÁGUA
PAU D’ARCO
PAU D’ARCO DE BAIXO
PAU D’ARCO DE CIMA
PAU D’ARCO DO MEIO
PAU LAGOA
PENDANGA
PEDRA PRETA
PERNINHA
PITOMBEIRA
PLANALTO
QUIMPORÓ
RACHO DA PITOMBEIRA
RECANTO
REMÉDIOS
RIACHO DO JARDIM
RIACHO DO MEIO
SAQUINHO
TODOS OS SANTOS
UMARÍ

domingo, 14 de novembro de 2010

HISTÓRICO DA PARÓQUIA DE N. S. DOS REMÉDIOS


Atualidade
A religiosidade do povo cruzetense tem respaldo no cristinaismo, em virtude da cultura religiosa dos portugueses, sendo a religião Católica, com seus dogmas e crenças, a condutora de toda a radiação católica nessas paragens. Nos anos 20, o catolicismo foi aqui estabelecido como sendo a religião oficial do então povoado de Cruzeta, popularmente conhecido como a Vila dos Remédios. Essa fé religiosa superada no uso de Maria – a mãe de Jesus Cristo – como sua padroeira sob o Título de N. S. dos Remédios, conforme reza a cultura católica.
Com a edificação do povoado Remédios, ou seja, em 1921, o Sr. Francisco Raimundo de Araújo, a pedido do Sr. Joaquim José de Medeiros, traçava a planta da capela da nossa padroeira. Os trabalhos de edificação da nossa primeira casa de oração duraram até o ano de 1923.

Segundo Terezinha de Jesus Medeiros Gões (1970, p. 54), “o povo que já residia aqui naquela época, movido por uma santa piedade, organizava-se todas as tardes em procissão e executava o carregamento do material que seria utilizado nos trabalhos de construção da capela”. Este material (pedra, areia, barro, tijolos e telhas), foi trazido na cabeça de cada um, numa verdadeira romaria. O material para construção da capela era transportado do local onde hoje é a Estação Experimental do Seridó. Naquela época pertencia a família Praxedes.
A madeira para a cobertura da igrejinha foi doada pelo Sr. Luís Geraldo de Medeiros e veio de sua propriedade no município de Santa Cruz do Inharé, em costas de burros. A frente da capela foi erguido um cruzeiro denominado Cruzeiro das Almas (pesquisar em outra postagem). Joaquim José de Medeiros fez a doação de uma pequena imagem entalhada em madeira naturalizada Nossa Senhora dos Remédios (atualmente pertencente ao patrimônio da matriz).
De 1920 a 1944 os párocos de Acari vinham para cá celebrarem missas e/ou outros eventos religiosos; dentre eles: PADRES - João Clemente de Moraes Barreto, João Soares Bilro, Ambrósio Ramalho, Luís Carlos Guimarães Wanderley, Bianor Emílio Aranha, Manoel da Costa, Francisco Márcio C. de Aquino, Omar Bezerra Cascudo, João da Matta, José Medeiros Leite, Pedro Paulino Duarte da Silva, Walfredo Dantas Gurgel e Antônio de Melo Chacon.
Em 13 de novembro de 1944, os cruzetenses tinham a grata satisfação de assistir à criação de sua Paróquia, pelo decreto nº 25 do 1º Bispo Diocesano de Caicó Dom José de Medeiros Delgado. Éramos Paróquia e devíamos a vitória aos eforços conjuntos de Cônego Ambrósio Silva, Joaquim José de Medeiros, Joaquim Lopes Pequeno, Tertulino Fernandes, João Damasceno de Góes, Crispim Berto, Luís Geraldo, Sebastião José de Araújo e muitos outros colaboradores. Nosso primeiro vigário foi Cônego Ambrósio Silva.
Os dois corredores nas laterais da Igreja de N. S. dos Remédios foram construídos em 1927 pelo Pe. Luís Carlos Guimarães Wanderley e a torre, de 1946 até 1948, por Cônego Ambrósio Silva. Na década de 40 a pequena capela torna-se igreja passando a ser paróquia. Para melhor acomodar o paróco e os visitantes religiosos que aqui chegavam foi construída a Casa Paroquial no ano de 1944, pelo Bispo da Cúria de Caicó-RN, Don José Medeiros Delgado. O relógio da matriz foi afixado na torre no ano de 1956, doado pelo Sr. Antônio Alves da Cunha (avô de Drª Deise), que o comprou através de sessões de cinema (realizadas nas quartas e domingos) no salão do Grupo Escolar Octávio Lamartine.
Igrja de Cruzeta sem a torre frontal.
Nos anos 50, quando se deu a Emancipação Política do distrito, a Congregação Mariana – movimento católico masculino que venera Maria, como sendo a mãe da humanidade – foi estabelecida com a participação de Dr. Nemésio Palmeiras de Lemos, chefe do DNOCS, o qual expulsou de Cruzeta alguns protestantes que intentavam instalar uma igreja evangélica nesta cidade.
Em 1986 trocam-se o forro (de esquadria e placas de isopor) por laje, com novas portas e vitrais.

PARÓCOS E SEUS MINISTÉRIOS NA IGREJA DE CRUZETA:
  • 1944 a 1947 - Cônego Ambróeio Silva
  • 1947 a 1950 - Cônego Estanislau Piechel
  • 1950 a 1957 - Cônego Ambrósio Silva
  • 1957 a 1964 - Pe. ernesto sa Silva Espínola
  • 1965 - Pe. francisco de Assis Silva
  • 1956 - Pe. Ernesto da Silva Espínola
  • 1967 a 1973 - Pe. Talvaci Salustino Soares
  • 1973 a 1990 - Pe. Ernesto da Silva espínola
  • 1990 a 2003 - Pe. José Alves dos Santos
  • 2003 a 2009 - Pe. Amaurilo José dos Santos
  • 2009 a atualidade - Pe. Heliton Marconi
A Matriz foi tombada pelo Patrimônio Histórico – IBGE – protegida por Lei nº 2321-5 e foi consagrada em 18 de outubro de 1987, pelo Pe. Ernesto da Silva Espínola e o  bispo Heitor de Araújo Sales.

 
PROTEJA AS RAÍZES DE CRUZETA


Jurema preta, mulungu, pereiro, cumaru, marmeleiro, velame, mororó, pata-de-vaca, brejuí, aroeira, baraúna, angico-vermelho, juazeiro, quina-quina, maniçoba, mofumbo, faveleira, urtiga, xique-xique, cardeiro, facheiro, pinhão-vermelho, macambira, umburana, coroa de frade, pau darco, craibeira, pau-pedra, turco, oiticica, mapironga, catingueira, sabiá, mucumã, louro, algodão do mato, palma, quixabeira, muçambê, trapiá, batata de purga, carnaúba, marizeiro, jurema branca, genipapo, trapiá, pinhão branco, espinheiro, jaramataia, umbuzeiro, barriguda, tamarineiro, cajaraneira.
SENHORA DOS REMÉDIOS COMO LHE SOMOS GRATOS

A Senhora dos deu
Uma terra difícil,
É verdade
Porque sabia
Da força que possuímos...
Mas,
Não são das coisas
Difíceis
Que lutam as grandes
Vitórias.
E por não ser fácil
A nossa história
É que a Senhora fez
Da mulher de Cruzeta
A ordeira
A capaz
A destemida
A altaneira.
A Senhora sendo mulher
Melhor sabe
Do que precisamos:
Uma luta contínua
Contra tudo:
Intempéries
Discriminação
Descasos
Perseguições
Abandonos...
Mas, nestes 90 anos
A Senhora foi a nossa
Mestra em tudo.
Senhora dos Remédios
A Senhora tem nos seus
Olhos azuis, sofrimento
De todas as gerações!
Mas, ao mesmo tempo,
Descobrimos neles
Firmeza
Serenidade
Apoio
Por ver que temos força
Prá levar à grande jornada
Das épocas do fiar da lã
Aos dígitos do computador...
Olhe, estmos aqui
Meio cansados,
Perseguidos.
Mas
Com alegria de todas
As conquistas
Com o mesmo impulso
Que brotou no peito
Dos fundadores de Cruzeta
“o Valha-me Senhora dos Remédios”
Hoje bradamos:
Nós lhe trazemos
Todos os louvores
Resultados dos grandes
Contrates:
Toda e qualquer cidade possui
Os seus fatos pitorescos,
Suas curiosidades
e seus vultos populares.
Nos anos 90 de fundação
Do povo (hoje Cruzeta)
Não esquece dos seus:
A força e a graça
O vigor e o abraço
O labor e o sorriso
O cacto e a flor
Salve Cruzeta
Dos humilhados... Dos perseguidos...
Dos maltratados...
Dos escravizados...
Salve Rainha
Mãe de misericórdia...
Salve!
A mãe de todos nós
SENHORA DOS REMÉDIOS

(ANTÔNIO).
HISTÓRICO DA IMAGEM DE N. S. DOS REMÉDIOS - CRUZETA

Nossa Senhora dos Remédios, se reveste de um significado impar, trazendo-nos uma legitimidade com a identidade da Santa Remediadora dos males, defensora dos perseguidos, dos excluídos, mas, que são ricos em fé e esperança.
Depois que foi introduzida a devoção por Nossa Senhora dos Remédios, tanto em Portugal como na Espanha, no início do século XVIII, essa mesma devoção, se espalhou pelo continente do Novo Mundo, então subjugados pelos espanhóis especialmente na América Central e chega ao Brasil por intermédio dos irmãos da Santíssima Trindade, que acompanharam o Imperador D. João VI, quando este veio fugido de Portugal para o Brasil, o qual era devoto da Santa.
Com o início da construção do povoado (atualmente a cidade de Cruzeta), a vida espiritual de todos aqueles que passaram a povoar a cidade nascente foi sempre um cuidado especial. Com a construção da pequena capela (início de 1921), instituira-se a Santíssima Vírgem sob a invocação de N. S. DOS REMÉDIOS, para padroeira de Cruzeta, que congregava pessoas de várias outras cidades.
A primeira imagem de Nossa Senhora dos Remédios é de 1917, pertenceu ao casal Joaquim José de Medeiros e Isabel Romana de Medeiros. Era venerada no oratório da família juntamente com a imagem de São Joaquim. Em 1921 foi doada a capela do povoado. Na época o Pe. João soares Bilro deu a bênção a pequena imagem, ficando sob o zelo da Srª Maria Augusta de Jesus (D. Bida). Depois a imagem passou para a responsabilidade de D. Maria Josefina (Maroquinha de Medeiros) que levou a primitiva para a sua residência. Com a morte da mesma em 8 de junho de 1990, a pequena imagem ficou sob os cuidados de D. Santina Marta do Nascimento. Atualmente a imagem foi doada ao patrimônio (Igreja) de N. s. dos Remédios ficando ali permanentemente. 
A segunda imagem chegou a Cruzeta em 1935, onde foi inaugurado ao belo altar da capela sob as bênçãos do Pe. Walfredo Gurgel. Uma comitiva católica entre elas: D. Jacinta Veras, D. Maria Augusta de Jesus (D. Bida), D. Joana França, D. Sinhá de Dudú, D. Mariana Dantas, D. Paulina Santiago, entre outras, saíram na madrugada de 30 de maio de 1035, a pé, para a vizinha cidade de Acari, onde conduziram em andor a imagem de Nossa Senhora dos Remédios substituindo a primitiva. Em julho de 1936, o vigário Pe. Antônio de Melo Chacon manda erguer um belíssimo altar para acomodar a 2ª imagem da Vírgem dos Remédios, este demolido no ano de 1956.
A terceira imagem de Nossa Senhora dos Remédios (a atual) mede 1.70 cm de altura, chegou a esta cidade às 10 horas da manhã do dia 05 de setembro de 1955. Na matriz a expectativa de curiosos para ver de perto a abertura do caixote de madeira onde se encontrava a bela imagem da mãe de todos os cruzetenses. O caixote foi aberto na presença do então vigário Pe. Ambrósio da Silva, Ângelo Arcanjo Thomé, D. Alice Medeiros, Chico do Padre, Abílio Córdula, Paulina Santiago, Francisco de Assis Sales e Bibi (irmão de Seu Quinha). Para surpresa, a imagem não coube no nincho do altar, e para tristeza dos cruzetenses aconteceu à demolição do belíssimo altar (no ano de 1956), sendo substituido pelo simples altar de hoje.


Antigo altar, o qual foi demolido em 1956.

Segundo pessoas da época, aos pés da imagem de N. S, dos Remédios havia um cálice e uma cobra; diante das crianças amedrontadas o Pe. Ernesto da Silva Espínola mandou retirar os adornos no ano de 1958.

FESTA DE NOSSA SENHORA DOS REMÉDIOS

Festa católica de data móvel. Honra especial dos cruzetenses a sua padroeira N. S. dos Reme´dios. No mês de outubro, o município se enfeita para receber as centenas de visitantes e filhos ausentes, no intuito de louvarem a Vírgem. Suas características são quase as mesmas das demais festas católicas da Região do Seridó. Acontece o novenário sendo que a última novena chamamos de noite maior, ou véspera da festa. É neste momento crucial que se reúnem todos em volta do altar da Mãe dos Remédios par agradecer e pedir graças. Em frente a matriz ocorrem momentos sociais como: jantares, leilões, bingos, dentre outras. Nas ruas, dezenas de barracas dão um colorido e brilho a noite. Milhares de santinhos, fitinhas, objetos eletrônicos, comidas e bebidas ilustram cada barraca. O intenso brilho das luzes do parque ofuscam a vista das crianças, que com alegria sobem e descem nos mais diversos brinquedos.
No dia seguinte, o qual chamamos de "O dia da Festa", e/ou encerramento, acontece a enorme procissão com a imagem da Santa pelas ruas da cidade, se encerrando com as bênçãos finais em frente a igreja e leitura do total financeiro arrecadado nas diversas atividades sociais relizadas.

Aspecto da Procissão.

VOCÊ SABIA?

Em 1958 a festa de N. S. dos Remédios não se realizou no mês de outubro, como tradicionalmente acontecia, por motivo da morte do Papa Pio XII, a festa foi adiada para o mês de dezembro?

A imagem atual da padroeira foi restaurada pelas Monjas Clarissas em 2004?
A imagem primitiva

Altar atual.
ORIGEM MUNDIAL DA DEVOÇÃO A NOSSA SENHORA DOS REMÉDIOS


Esta devoção foi introduzida em Portugal por religiosos franceses da Ordem Hospitalar da Santíssima Trindade, que estiveram em Lisboa no início do século XIII. A finalidade desta Ordem era a Redenção dos cativos no oriente e sua padroeira era Nossa Senhora dos Remédios. Esta confraria se espalhou pela Europa, especialmente na Península Ibérica. Até o século XVIII já havia libertado 900.000 prisioneiros.
Os irmãos da Santíssima Trindade trouxeram para o Brasil a mesma devoção, erguendo capelas em sua honra em várias províncias do Nordeste e nas regiões barrocas de Minas Gerais. No entanto, os santuários mais famosos se encontram em Paraty, São Paulo e Fernando de Noronha.
Em Paraty, a primitiva igreja de Nossa Senhora dos Remédios foi construída em 1646 num terreno doado por Maria Jácome de Melo. O atual templo teve sua construção iniciada em 1787, com a finalidade de substituir uma outra igreja de pedra e cal, de 1712, e considerada pequena para atender a toda a população de Paraty. A obra foi por diversas vezes paralisada por falta de verbas. Finalmente, graças à ajuda de D.Geralda Maria da Silva., em 1873, foi entregue ao culto público. De estilo neoclássico, sobressai por sua imponência e, ao mesmo tempo, pela sobriedade e despojamento, característicos desse estilo. Sua planta tem traçado característico do século XVIII; nave única e dois corredores laterais compartimentados e ligados à nave central. Entre as imagens destacam-se a de N. S. dos Remédios, provavelmente adquirida na Espanha no século XIX, e as imagens da Via Sacra , todas em tamanho natural. A Matriz era a igreja freqüentada pela burguesia branca de Paraty. As irmandades do Santíssimo Sacramento, de Nossa Senhora dos Remédios de São Roque e de São Miguel das Almas já funcionaram ao lado da Confraria do Terço, mas hoje, de todas, apenas resta a Irmandade do Santíssimo. Atualmente em suas galerias superiores funciona a pinacoteca Antônio Marino Gouveia, com obras de Anita Malfatti, Djanira, Di Cavalcanti, Armando Viana, Franck Sheaffer, J.Graz, integrantes da "Semana de 22" e outros.
Em São Paulo, a igreja dos Remédios, com seu frontispício de azulejos e sua história recheada de lendas, estava situada na praça João Mendes. Era o refúgio dos escravos perseguidos e, nos últimos tempos do Império, o reduto preferido dos abolicionistas. Em 1941 ela foi demolida para o alargamento da praça, conhecida antigamente como Largo dos Remédios.
A única igreja existente na ilha de Fernando de Noronha é consagrada à Senhora dos Remédios, construída em estilo colonial português em 1737, logo depois da expulsão dos franceses. Fica próxima à sede do governo da Vila dos Remédios, sob a proteção, hoje simbólica, do forte do mesmo nome.
A festa de Nossa Senhora dos Remédios é uma festa secular que se realiza anualmente, no domingo anterior à Ascensão, na cidade de Tortosendo, em Portugal. Por ser uma celebração bem peculiar, com um histórico pitoresco, deter-nos-emos sobre a mesma, apresentando informações conseguidas na internet:
Os Tortosendenses continuam a ser ardorosos devotos, acorrendo em grande número à sua festa que se realiza, anualmente, no domingo anterior à Ascensão, situada num local bem aprazível e de onde se pode desfrutar um dos mais belos panoramas da região. Mas muitos são ainda aqueles que lembram, com saudade, o tempo em que a Festa de Nossa Senhora dos Remédios se realizava em quinta-feira da Ascensão, juntando a essa saudade uma certa mágoa pelo fato da festa ter mudado de dia, ainda antes da Ascensão ter deixado de ser dia santo de guarda, não encontrando assim justificação aceitável.
Todavia, a celebração da Festa nesta data era uma situação excepcionalíssima no país, não era um direito adquirido pelos tortosendenses, já que um dia destinado no calendário litúrgico cristão a uma celebração tão importante como a subida de Cristo ao Céu, não deveria ser partilhada com qualquer outra "para que não perdesse de forma alguma o seu brilho". Assim sendo, todos os anos algum tempo antes da Festa, ia o Prior de então, reverendo Padre Ardérius, com elementos da comissão das Festas, pedir uma autorização especial ao Senhor Bispo da Guarda, "com o argumento de que era tradição a realização da festa nesse dia" e, ano a ano, acedia o digníssimo Prelado, correspondendo, desta forma, ao desejo do povo do Tortosendo.
Mas num determinado ano o senhor Prior, invocando "que a lei deveria ser cumprida que em algum ano havia que começar", resolveu não ir à Guarda e decidiu que a festa passasse para o domingo seguinte. Não aceitou bem a Comissão de Festas tal decisão e demitiu-se, não obstando, no entanto, a que a mesma se celebrasse, por iniciativa do Pároco. Estranhou o povo tal mudança e estranhou, mais ainda, o fato de, contrariamente ao que acontecera, os campos e pinhais à volta da Capela estarem vedados, argumentando os proprietários que "era dos usos e costumes da região que as sementeiras se iniciassem logo após a Ascensão", pelo que os trabalhos já haviam sido iniciados, nesse ano. Facilmente esta dificuldade foi ultrapassada nos anos seguintes, pois passou, então, a Festa a ocorrer, no domingo anterior à Ascensão, para que os romeiros pudessem merendar livremente nos campos e pinhais circundantes.
Para dar "mais pompa e luzimento" à Festa de Nossa Senhora dos Remédios constituiu-se, cerca de 1940, uma Comissão que se compunha de um Juiz, um Tesoureiro, Gerentes e outros colaboradores e durante vários anos não sofreu grandes alterações.
Tinha a comissão a seu cargo, toda a organização da Festa e ainda um trabalho muito cuidadoso, o da "atualização automática do Caderno dos Mordomos e Mordomas de Nossa Senhora": havia a preocupação de inscrever imediatamente as crianças que nasciam ou aquelas outras pessoas que vinham de novo para o Tortosendo, sendo assim nomeados mordomos ou mordomas, chegando-se a 231 e 188 respectivamente, num total de 419, número bastante representativo.
Entretanto já perto da Festa, a Comissão enviava-lhes uma carta-circular, apelando à sua generosidade, de modo a angariar mais fundos.
Alguns dias antes, era Nossa Senhora trazida da sua ermida, sem procissão, até à Igreja Paroquial, onde o andor era então, enfeitado com flores artificiais, sedas e cetins nas cores branca e azul, os quais haviam sido cuidadosamente guardados de um ano para outro. E era imediatamente a seguir à celebração da Missa da Hora que se dava início à única Procissão, com as imagens de Nossa Senhora e de S. José. Abriam-na dois altos e pesados estandartes, um de Nossa Senhora dos Remédios e outro do Santíssimo, cada um deles levado por um homem bem possante, codjuvado por mais dois companheiros que, segurando em cordas que pendiam lateralmente do alto, os ajudavam a equilibrar, todos eles envergando as opas pertencentes à Comissão, que ficavam ao longo do ano à guarda do Juiz.
Os Anjos espalhavam-se pela Procissão, mas sempre à frente da Nossa Senhora. Atrás deste andor seguiam pessoas com suas ofertas de: galinhas, coelhos, pombos, pães-de-ló que "eram dadas pelas pessoas que viviam bem e por todas as que faziam promessas por doenças, quando os filhos iam para a tropa ou por qualquer afronta". Também já se cumpriam promessas indo descalço ou levando velas da altura respectiva. "A procissão do dia era assim imponente". Na Capela havia missa cantada com três padres e sermão, e fazia-se a leitura dos nomes dos mordomos e mordomas.
Somente em plena segunda Guerra, e com a intenção muito especial de se pedir pela paz, é que se resolveu fazer uma Procissão das Velas, à noite, na véspera da festa, tendo vindo Nossa Senhora em procissão o que aconteceu pela primeira vez, mas veio afinal a tornar-se na expressão máxima da devoção a Nossa Senhora. Nessa ocasião, e pela primeira vez, "o andor foi enfeitado com flores naturais (exclusivamente novelos)" que se pediram em várias casas. Nesta Procissão as senhoras vinham em duas filas, com velas e terminava com o andor de Nossa Senhora e os homens, em grande número seguiam atrás cantando.


Oração a Nossa Senhora dos Remédios

Pedir por todos dos sofrimentos.

Virgem soberana rainha do céu e da terra, estrela resplandecente, Senhora dos Remédios, sede o remédio eficaz aos meus males, as minhas dores, minhas aflições, aos meus martírios, aos meus trabalhos, livrai-me da peste, enxugai o meu pranto, aliviai-me desta dor que sofro, deste perigo em que estou, desta cilada que me armaram, defendei a minha justa causa, lançai os Vossos misericordiosos olhos em torno de mim, o mais indigno e fiel pecador, lançai Virgem Santíssima sobre mim os Vossos olhos de piedade com aquela ternura e amor com que lançastes ao Sacrossanto cadáver de Vosso adorado Filho, Jesus Cristo, quando Vos entregaram tão cruelmente maltratado.
Se Vos compadecestes desses ingratos algozes como não fareis a mim que choro, que clamo contra tanta impiedade para com Deus tão bondoso.
Rogai Senhora dos Remédios ao Vosso amantíssimo Filho por mim pecador, para que possa, sem receio, entrar nessa celestial corte, onde reinais para sempre.

Amem.

2010... 90 ANOS DE CRUZETA.


A cultura de um povo começa na infância, nas cantigas de ninar, nas rodas, nos brinquedos e nas brincadeiras, nos modos de se relacionar com os pais, na escola e na comunidade, na forma de se alimentar e de se vestir, no falar e na ocupação do especo.
Nossa cultura está na arte de quem canta de quem toca seus instrumentos musicais, nas serestas, nas cantorias de repentistas e violeiros, nas danças, nas festas dos santos padroeiros, no fazer artesanato, pintar, bordar e cozinhar. Está no conhecimento do valor medicinal das plantas e no rezar das (dos) curandeiras (os), inclusive para fechar o corpo e curar o mau olhado. Está nas figuras da rua, das parteiras, dos pontos de encontros nas calçadas, nos bares, nos esportistas, nas gírias e poetas.
Quantos cruzetenses lembram com saudades: dos grandes carnavais; a mais bela voz; Rosa de maio. As antigas festas de outubro ao redor do mercado (que está em ruínas). As Rainhas e Bonecas da festa de outubro; das gincanas culturais; as barracas Azul e Encarnado; o parque de seu Lima, o parque infantil, o desligamento da luz do motor. Do artesanato com palha e barro. Das expressões e vocábulos; da padaria de Antônio de Baé, do poli de Ana Hipólito e das iscas da festa; A lenda do Crucifixo de madrepérola e da Besta Fera; As brincadeiras, brinquedos e jogos como: passar o anel, bonecas de pano, carro de lata, bola de pano, piquete, bandeirante, pé de quenga, peças de drama.
É com esse passado que se aprende a desenhar o futuro. É estudando a história dos nossos antepassados que entendemos o que acontece atualmente em nosso mundo. A história cultural se repete e, por incrível que pareça, se ela fosse mais conhecida e respeitada seria a mais copiada em seus bons momentos e mais evitada em seus aspectos negativos.
A importância da história cultural de um povo reside no fato de servir como referência para os que vão lhe dar continuidade, e não como lixo para quem a viveu e escreveu.
No entanto o que se vê hoje em dia é a quebra gradual deste elo com nossas raízes, fruto em parte, do esvaziamento das relações humanas, as pessoas que realmente entendem de cultura, são escanteadas, sem apoio e é por isso que a culta daqui está cada vez mais em baixa.
Assim, mesmo diante de tantas mudanças no comportamento social e fazendo 90 anos de história de Cruzeta, ainda encontramos algumas expressões na história do nosso povo. Podemos salientar a Festa de outubro que a cada ano tem seu brilho com seus filhos ausentes e presentes, o mês de junho com suas festividades juninas, fogueiras e uma culinária típica. As mãos que falam através da pintura; a festa da Miss Cruzeta; figuras populares como: Dasdores Mascena. Barica, Marines de Chico Duque, Paulo César; bordados, os bolos, biscoitos e chouriços e a boa culinária de Alzenir Neves, Vitória Almeida.
Vem quantas coisas boas ainda temos para destacar e dar importância a nossa cultura.
Temos que zelar pelo nosso patrimônio histórico material e imaterial em nome do progresso e desenvolvimento. Alguns questionamentos saltam em nossas mentes. Até que ponto estamos contribuindo com o desenvolvimento de nossa cidade, se estamos destruindo o que temos de mais sagrado em nossa cultura? Até que ponto, amanhã ou depois, poderemos perguntar quem somos? A qual cultura pertencemos? Como eram nossos antepassados? E que herança histórica teremos para contar as futuras gerações?
Temos urgentemente que fazer alguma coisa para podermos salvar o pouco que resta da nossa cultura, caso contrário corremos o risco de não mais sabermos nossa origem, nossos hábitos, costumes, religião, língua etc.

Parabéns Cruzeta pelos 90 anos de fundação.
(Artigo de Céssio Pereira).
ANTÔNIO PAIS DE BULHÕES E A ORIGEM DE CRUZETA


Os primeiros habitantes das terras onde hoje está localizada a cidade de Cruzeta foram os índios Cariris e os Caicós. Expulsos pelos colonizadores do vizinho Estado da Paraíba, eles partiram rumo ao Seridó, no Rio Grande do Norte, onde se fixaram. A caçada aos índios continuou e nas últimas décadas do século XVII, na chamada Guerra dos Bárbaros, os Cariris, Janduís, Tapuias e Caicós foram expulsos do Seridó, abrindo perspectivas para a colonização da região. Foi nesse período que essas terras começaram a tomar povoação. Mas para que esse processo fosse efetivado, concessões de sesmarias foram outorgadas a quem apresentasse petição em ordem.
Funcionários do Reino, recém-chegados de Portugal iram recebendo as doações com a incumbência de ocupar as terras. Datado pela História o português Antônio Pais de Bulhões foi o primeiro proprietário dessas terras. Vindo da Paraíba, ele chegou às terras que hoje é a cidade de Cruzeta por volta do século XVIII, construindo sua fazenda à margem do Rio São José, num lugar que um beneficiado seu denominou “Remédio” num dia de aflição em tempo de seca, ainda no século XVIII.
Antônio Pais de Bulhões viajou do Acari com imenso sacrifício até Camaratuba, no litoral, para comprar farinha – alimento básico -, mas não encontrou quem vendesse. Um escravo, todavia, sabedor do fato, cedeu-lhe a sua produção consentida, e não quis receber pagamento. Passada a seca, Pais de Bulhões retornou a Camaratuba, pagou a carta de alforria para seu amigo, trouxe-o para o sertão e deu-lhe no Rio São José, terra, casa e algumas cabeças de gado. Este ex-escravo chamava-se Feliciano José da Rocha e veio a ser próspero fazendeiro, o Capitão Feliciano.
Em outro ano de seca, esforçando-se ele para salvar seu rebanho, e o de seu amigo, da fome e da seca, começou a cavar cacimbas no leito seco do rio: se não encontrasse água, seria uma calamidade; se encontrasse, teria o remédio. Encontrou. Daí “a origem do nome Fazenda Remédio”. Ainda sobre Antônio Pais de Bulhões, o que se sabe é que seus pais eram portugueses e que sua esposa chamava-se Ana Araújo Pereira.
Lendas circundam a história da cidade de Cruzeta. Acredita-se que os irmãos Rodrigo de Medeiros Rocha e Sebastião de Medeiros Rocha vieram de Portugal para o Brasil, especificamente para o sertão nordestino fugido, a fim de procurar parentes em Pernambuco, os quais lhes enviaram a Paraíba do Norte, mas vindo se abrigarem em Preás, pertencente ao atual território do Rio Grande do Norte.
Os irmãos se casaram com duas irmãs: Sebastião com Antônia Barbosa e Rodrigo com Apolônia Barbosa. Rodrigo de Medeiros Rocha faleceu em 1757 e sua esposa ficou morando na Fazenda Remédio, com seu filho caçula, Manuel de Medeiros Rocha, até sua morte, em 1802.
Joaquim José de Medeiros pertence à genealogia da família Medeiros e recebeu a Fazenda Remédio como herança. Segundo Câmara Cascudo (1980, p. 176): “a sede municipal assenta na Fazenda Remédio, pertencente, em 1766, a Bartolomeu da Costa Pereira e, em 1810, ao sargento-mor, Manuel de Medeiros Rocha”.
Esses dois foram os primeiros proprietários da Fazenda Remédio, que a herdaram de Antônio Pais de Bulhões, sogro de Manuel de Medeiros Rocha e avô de Bartolomeu. Respectivamente, com a morte destes, Luís Geraldo de Medeiros a herdou de seu pai, o senhor Berto Medeiros, que a deixou para seu filho, Joaquim José de Medeiros, doador e fundador do povoado Remédio, atual cidade de Cruzeta.
Assim, em 1910, quando era Presidente da República Brasileira, o Estadista Dr. Nilo Peçanha e Governador do nosso Estado, o Dr. Alberto Frederico de Albuquerque Maranhão, teve lugar o estudo do açude que só dez anos mais tarde recebia o despacho para a sua construção.
Para ser efetuada a construção do manancial, foi preciso executar a desapropriação de terras onde o mesmo seria construído. Nessa mesma época, o Senhor Joaquim José de Medeiros, proprietário da Fazenda Remédio, foi ao município de Acari, sede a qual o Sítio Remédio era vinculado, a fim de propor ao Prefeito Municipal que, simultaneamente aos trabalhos de construção do açude, se instituísse um povoado nessa região.
O Senhor Joaquim José de Medeiros comprometeu-se no momento, em fornecer terras necessárias para as construções de casas para os futuros habitantes do lugarejo nascente. Essa doação seria ofertada ao patrimônio de uma capela que seria construída naquela época.
O nome Cruzeta foi idealizado por Joaquim das Virgens Pereira, por motivo do cruzamento dos três rios: Rio do Meio, Quimporó e Salgado.Fundada em 24 de outubro de 1920, Cruzeta passou à categoria de povoado para Vila em 18 de agosto de 1937.
Após um ano, a então Vila atestava seu desenvolvimento a partir da construção do Açude Público, o que proporcionou a passagem da condição de Vila para Distrito, pertencente à cidade de Acari, conforme o Decreto Lei Estadual 603, de 31/10/1938 .Conforme a Lei Estadual nº 915, de 24 de novembro de 1953, publicada no Diário Oficial de 25 de novembro de 1953, deu-se a Emancipação Política desse Município, para orgulho e deleite dos cruzetenses.
De acordo com a Divisão Regional do Brasil (IBGE), o Estado do Rio Grande do Norte integra a macrorregião do Nordeste, área de território nacional com cerca de 1,5 milhões de Km². O Rio Grande do Norte encontra-se dividido em 167 municípios, dentre eles o de Cruzeta. Este se localiza na mesorregião Central Potiguar, mais precisamente na microrregião do Seridó Oriental.
A Sede Municipal encontra-se a 225,41m de altitude e tem sua posição geográfica determinada pelo paralelo de 6º 23’ 47” de Latitude Sul, em sua intersecção com o Meridiano de 36º 41’ 39” de Longitude Oeste.O município apresenta uma área de 295,83, Km² e uma densidade demográfica de 28,6 hab/ Km².



PRESIDENTE WASHINGTON LUÍS EM CRUZETA

Em 1926, Cruzeta recebeu a visita do presidente Dr. Waschington luís, presidente eleito, porém ainda não empossa que se fez acompanhar do govbernador Dr. José Augusto, o bispo Dom José Pereira Alves, o fotógrafo João Alves e outras autoridades. A comitiva foi recebida na parede do açude pelo engenheiro Dr. José Ferreira chefe do 2º Distrito de Obras Contra as Secas. Demorou-se ali algum tempo colhendo informes daquele profissional sobre os serviços de Cruzeta, de onde surgiu para Acari.
 
ESTAÇÃO EXPERIMENTAL DO SERIDÓ


Em 1679, chegavam ao Seridó, vasta região do Rio Grande do Rio Grande do Norte, os primeiros colonizadores vindos de Goiana e Igarassu, cidades pernambucanas. Logo perceberam que a terra era perfeitamente favorável à pecuária. Mas estava claro que pelas características da região, o algodão seria, posteriormente, a principal fonte de riqueza. E foi com base nisso que, na Câmara Federal, o parlamentar seridoense (não identificado) propôs, em 1922, a fundação de uma estação experimental de algodão fibra longa (mocó). Aceita sua proposta, a Estação Experimental foi criada pela portaria ministerial de 14.04.1924. O local escolhido foi a Fazenda Bulhões, município de Acari, passando a funcionar em 24.01.1925, em caráter provisório, uma vez que, posteriormente, ficaria submersa com as águas do açude Gargalheiras. O primeiro agrônomo foi o jovem Octávio Lamartine, formado na cidade de Lavras (MG) e graduado nos E.U.A., filho de Juvenal Lamartine. Nesta época, Dr. José Augusto Bezerra de Medeiros já era governador e acompanhava todos os passos de seu vitorioso projeto. Não contente por ver suas instalações precárias e reclamando soluções, 2m 1929, ele, já Senador, resolveu transferi-la para a cidade de CRUZETA, distrito de Acari, onde a Inspetoria Federal de Obras Contra a Seca (IFOCS) construía um açude de porte médio. Para isso contou com a colaboração dos Ministérios da Agricultura, Indústria e Comércio, através de um crédito de 100.000$000 (cem contos de réis). O governo do Estado também colaborou, em 1934, dando os terrenos necessários, em uma área de 472 hectares, sendo 110 de várzea e 362 de tabuleiro, fazendas que pertenciam aos senhores Antônio Praxedes de Medeiros e Pedro Cipriano Dantas. De início, foram construídas três casas, um escritório e um posto de meteorologia. Uma das três casas era destinada aos hóspedes pesquisadores e as demais, ao agrônomo chefe e seus auxiliares. É interessante observar que o escritório foi construído, aproveitando-se o material que sobrava das casas.
O senhor Francisco Raimundo de Araújo trouxera as primeiras sementes da planta a ser cultivada na nova repartição. Eram sementes do algodoeiro de tipo (mocó).
Em 1930, por questões políticas, o Dr. Octávio Lamartine (primeiro chefe) foi demitido, passando a chefia para o Dr Ursulino Veloso. Seguiram-se Dr. Josué Pimentel, Dr. João Batista Coortes, Dr. Antídio Guerra, Dr. Sílvio Bezerra de Melo, Dr. Fernando Melo do Nascimento, Dr. Alberto Rego, Dr. Válter Cortez e finalmente, Dr. Pedro Pires. Muitos nomes ilustraram a chefia da Estação, inclusive alguns cruzetenses.
Em 1936, Dr. José Augusto (então deputado federal), liberou verbas par a construção de residências para os trabalhadores dentro da própria área do campo de experimento, visto que a vila de Cruzeta distava mais de um quilômetro, evitando-se assim uma longa caminhada.
Antiga Usinas
O sistema mercantil se processava da seguinte forma: feita a colheita, o algodão ia para as usinas (onde atualmente são os prédios da Casa de Cultura Popular, Facções e depósito da Prefeitura, localizado na Rua João XXIII, antiga Rua da Usina) onde a semente era separada da pluma. A semente ficava para experimentos e a pluma era leiloada entre os compradores.
Outros produtos hortigranjeiros cultivados em terra não concedidos a funcionários eram vendidos na própria repartição. Quanto à irrigação, era feita através de um canal de pedras (ainda existente), partia do açude público de Cruzeta e se estendia até a área da Estação Experimental. Ainda na administração de Dr. Fernando fundou-se uma escola e a primeira professora foi à senhorita Angelita Brito.
Em 1875, a Estação Experimental do Seridó foi completamente desativada. Suas terras passaram parte para a EMBRAPA e parte para o DNOCS. As usinas de beneficiamento de algodão se fecharam. As casas dos funcionários foram quase todas demolidas e o material doado. Os funcionários se transferiram para outras repartições federais e os mais velhos se aposentaram.
Desde modo, chegou ao fim o sonho do Dr. José Augusto, e nosso algodão, produto que desde os tempos coloniais caracterizou o nosso Seridó.
Não é preciso pensar duas vezes para concluir o que representou o fechamento da Estação Experimental do Seridó, no município de Cruzeta (RN): reflexo do subdesenvolvimento e agressão à memória do Dr. José augusto Bezerra de Medeiros. Não foi só o Bicudo o culpado por este fim, mas os muitos desvios de verbas, de mão de obras e de posse particular de diversos chefes que por ali passaram.

(FONTE: Livro O Seridó na Memória do seu Povo).

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

COLONICAÇÃO DO SERIDÓ

O Nordeste Brasileiro foi das primeiras regiões do Brasil a iniciar sua colonização.
"A colonização do Nordeste provocou a formação de dois enclaves produtores de cana-de-açucar, na região da Mata de Pernambuco e no recôncavo Baiano, que poderiam ser caracterizados como regiões de especulação. A dinamização desses enclaves e a meação de ocupação das áreas vizinhas pelos franceses provocaram a expansão do povoamento e o desenvolvimento da pecuária, levando à formação de condutos (caminhos) que demandavam os dois centros economicamente mais dinâmicos - Olinda-Recife e Salvador - provocando a formação de bacias urbanas que poderão, no futuro, transformar-se em regiões organizadas".
O povoamento do Nordeste fundamentou uma economia primário-exportadora nos condicionamentos mesológicos. Ele aconteceu numa sucessão de formas muito diferenciadas em natureza, intensidade, extensão e repercussões. O efetivo domínio do território regional significou uma especialização de atividades em distintas áreas. Praticou-se o extrativismo no litoral: agroindústria canavieira, na Zona da Mata; declinou-se o interior com a pecuária.
A ocupação do interior do Nordeste foi determinada pela necessidade de prover a área açucareira de animais para o trabalho e o alimento.
Foi de Pernambuco que partiram os colonizadores do sertão seridoenses, na mesma ocasião em que ocorria em todo o interior nordestino. O povoamento da região do Seridó começou no fim do século XVI, quando o homem civilizado, após bárbaras crueldades, exterminou os selvagens que habitavam às margens do rio Açu e seus afluentes, entre os quais o rio Seridó.
Por volta de 1676, foram concedidas as primeiras datas da terra no Seridó, onde começou sua organização espacial, através de atividades econômicas que podem ser divididas em fases distintas.
"O Sertão com facilidade se povoava de gado, porque dava lucro com pouca despesa e as plantas haviam mister mais operários e nem todos podiam ter o necessário para elas".
A primeira fase é representada pela pecuária com povoamento de áreas margeadas pelos rios Acauã, Seridó e Piranhas. A segunda, pela expansão da cotonicultura, fixada nos meados do século XIX, no interior de todo o Estado, ocasionando o crescimento dos Centros Urbanos, que, estrategicamente, se situavam nas procimidades das áreas produtoras e nas vias de escoamento dessa produção".
"O gado levou o homem civilizado para o Seridó e o algodão expulsou o gado e fixou o homem à região".
 Nesse período de expansão da pecuária no Rio Grande do Norte, na região seridoense, surgiram numerosas fazendas e povoações.
(FONTE: Mª Socorro Santos).

CARACTERÍSTICAS DA REGIÃO DO SERIDÓ




O Seridó do Rio Grande do Norte constitui uma importante região natural do semi-árido nordestino, figurando com particular importância ao lado de regiões que integram a região seca no Nordeste.

O Seridó do Rio Grande do Norte tem aspectos físico-climáticos bastante específicos:

 O clima é muito quente e semi-árido, com uma média pluviométrica de 550 mm/ano, mas caracterizado por um regimento de escassez e desigual distribuição de chuvas, mas com uma insolação média de 3.000 horas de luz solar por ano aliada a temperaturas médias sempre superiores a 22°C.

 A vegetação predominante é baixa, de cactos, arbustos espaçados com capinas de permeio e manchas desmudas.

 Seus solos são em grande parte pedregosos, são caracterizados por escassa profundidade e bastantes sensíveis à erosão.

A contribuição dos fatores acima acarreta uma aptidão agrícola limitada e é difícil encontrar faixas amplas e contínuas de terras agricultáveis.

A região conta com 28 municípios distribuídos por três zonas homogêneas, ou sejam, de Caicó, Currais Novos e das Serras Centrais, ocupando uma área total de 12.965,3 km².

Apesar das diversidades naturais vivem no Seridó do Rio Grande do Norte quase 300 mil pessoas, 11% da população estadual, mas vem induzindo o processo d urbanização que está por volta de 68% da população seridoense.

Sob o ponto de vista econômico o tripé básico da estruturação da região foi formado pela pecuária, o algodão consorciado muitas vezes, com as lavouras alimentares nas zonas férteis e a mineração com a exploração da Tantalita, do Berílio, da Scheelita e da Cassiterita, tripé este que infelizmente na década de oitenta ruíram quase que ao mesmo tempo.

A sociedade da região enfrentou todas as adversidades, e a economia do Seridó do Rio Grande do Norte encontra-se em processo de reestruturação fundamentada por:

 Uma bacia leiteira caracterizada como a principal do Estado e que se consolida rapidamente.

 Modernização e ampliação da caprino-ovinocultura regional.

 A agroindústria se fortalece principalmente com produtos de origem animal em bases artesanais e modernas.

 Dentro dos demais setores industriais, destaca-se a indústria cerâmica e a de confecções, onde Caicó já é o segundo pólo boneleiro do Brasil com aproximadamente 60 indústrias entre produtores de hotéis e componentes.

 O Comércio acompanhando o aumento das atividades agrícolas e industriais acompanha a evolução.

 Um setor de serviços que vem se desenvolvendo para apoiar e aperfeiçoar a competitividade de todos os setores da economia regional.

 Outra atividade importante é sem dúvida o artesanato já descoberto dentro e fora do Estado, e que se organiza para atender o mercado internacional. Os bordados, rendas, trabalhos em pedra e madeira, cerâmicas decorativas e produtos alimentícios e muitos outros peculiares e singulares.

 Devido esta abnegação e seriedade da sociedade seridoense, seus produtos já ganharam a fama de qualidade, merecendo a consolidação e proteção da marca Seridó reconhecida e já imitada por negociantes e fabricantes de outras regiões do país.

Topograficamente apresenta dois aspectos distintos: altos, serras, montanhas e baixios. Nas serras, em geral pedregosas, a agricultura é escassa, quase nenhuma, salvo exceções, como a da Serra de Santana, contraforte da cadeia da Borborema, aproveitada para certas culturas, que ali florescem administrativamente, como a da mandioca. Os baixios é que são os tratos de terra agrícola por excelência, aproveitados quase palmo a palmo, com o ingente esforço dos seridoenses. Aí o solo é silícico-argiloso, com razoável teor de umidade. Um estudioso da região, citado por Fernando Melo do Nascimento, assim descreve a bacia hidrográfica do Seridó.

“É uma região estranha. Ondulada, pedregosa, estéril em grande parte, quase sem vegetação nas terras altas, recebendo escassa pluviosidade, menos de 600 milímetros e, em parte, menos de 400. Solo raso ou inexistente, cursos muitos mais desequilibrados do que das caatingas sertanejas, cearenses, paraibanas e potiguares. Ausência de árvores. A fertilidade se refugia nos aluviões das margens das torrentes, aluviões riquíssimos. Nesta região ingrata, talvez a que mais aparece menos propícia ao homem, este, trabalhador e inteligente, soube viver e prosperar. Nas aluviões restantes nas colinas melhores, onde há algum solo, próspera o admirável algodoeiro Mocó, um dos mais interessantes vegetais do país”.

Este algodão, o Mocó, de fibra longa, sedosa, resistente, o melhor do Brasil, um dos melhores do mundo, constitui desde muitos decênios, a maior riqueza, a fonte principal de vida da população seridoense, tendo desde muito superado a criação de gado, que foi o motivo inicial do povoamento.

Fonte: O Seridó na memória do seu povo/2001)
O SERIDÓ

(Adauto Guerra Filho/ 2001).

Região de escassa folhagem, clima seco
E de nome que faz jus a sua corografia.
Terra outrora pertencente a livres indígenas,
Que feneceram ante a invasão do português genocida.
Seridó dos cactus que resistem à seca
E desafiam a inclemência do tempo.
Seridó dos rios que serpeiam entre prados e carpinas
E dos lagos que reservam esperanças.
Seridó dos altos montes que dão abrigo às cabras
E dos ariscos rochedos que protegem os arganazes.
Seridó do vaqueiro que acossa o touro no íngreme cerrado
E não esquece o gado que malha ao pino do meio-dia.
Seridó do camaleão que iguala a sua cor à da árvore que o protege;
E do tejuaçu que brinca entre as sapopemas da oiticica.
Seridó das juremas, dos pereiros, dos mofumbos,
Paradas para descanso das ovelhas quando voltam do bebedouro.
Seridó do sertanejo que desperta ao raiar do sol
E moureja até o entardecer.
Seridó do algodão que caracteriza a terra:
Ouro branco pela riqueza que proporcionou.
Seridó do cão, do boi, do cavalo, do jumento,
Que servem ao homem em todas as horas.
Seridó de tantos homens ilustres do passado
Que gravaram uma bela história para as gerações futuras.
Seridó dos pássaros que cantam nas frondes dos arvoredos
E das rãs que coaxam a beira dos lagos.
Seridó semelhante à Palestina onde Jesus nasceu.

sábado, 16 de outubro de 2010

A ORIGEM DO DIA DAS MÃES




A mais antiga comemoração dos dias das mães é mitológica. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses.
O próximo registro está no início do século XVII, quando a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães. Era chamado de "Mothering Day", fato que deu origem ao "mothering cake", um bolo para as mães que tornaria o dia ainda mais festivo.
Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada em 1872 pela escritora Júlia Ward Howe, autora de "O Hino de Batalha da República".
Mas foi outra americana, Ana Jarvis, no Estado da Virgínia Ocidental, que iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães. Em 1905 Ana, filha de pastores, perdeu sua mãe e entrou em grande depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a idéia de perpetuar a memória de sua mãe com uma festa. Ana quis que a festa fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas, com um dia em que todas as crianças se lembrassem e homenageassem suas mães. A idéia era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais.
Durante três anos seguidos, Anna lutou para que fosse criado o Dia das Mães. A primeira celebração oficial aconteceu somente em 26 de abril de 1910, quando o governador de Virgínia Ocidental, William E. Glasscock, incorporou o Dia das Mães ao calendário de datas comemorativas daquele estado. Rapidamente, outros estados norte-americanos aderiram à comemoração.
Finalmente, em 1914, o então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson (1913-1921), unificou a celebração em todos os estados, estabelecendo que o Dia Nacional das Mães deveria ser comemorado sempre no segundo domingo de maio. A sugestão foi da própria Anna Jarvis. Em breve tempo, mais de 40 países adotaram a data.

No Brasil

O primeiro Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.
AORIGEM DO DIA DOS PAIS.

A origem do dia dos pais teve o intuito de incentivar o respeito pelos pais e fortalecimento dos laços familiares. O Dia dos Pais tem origem na antiga Babilônia, há mais de 4 mil anos. Um jovem chamado Elmesu moldou em argila o primeiro cartão. Desejava sorte, saúde e longa vida a seu pai.
Nos Estados Unidos, Sonora Louise Smart Dood, filha do veterano da guerra civil, John Bruce Dood, criou o Dia dos Pais em 1909. Ela teve a idéia de celebrar o Dia dos Pais ao ouvir um sermão dedicado às mães. Além de admirar o pai, o objetivo de Sonora era homenageá-lo devido o grande esforço que John tivera para criar os filhos sozinhos, após o falecimento da esposa em 1898 quando dava a luz ao sexto filho. John criou o recém-nascido e seus outros cinco filhos sem ajuda de ninguém.
Em 1910, Sonora enviou uma petição à Associação Ministerial de Spokane, cidade localizada em Washington, nos Estados Unidos. O primeiro Dia dos Pais norte-americano foi comemorado em 19 de Junho de 1910. A data tornou-se uma festa nacional, foi oficializada pelo presidente americano Richard Nixon em 1972.
Nos Estados Unidos, o dia dos pais é comemorado no terceiro domingo de Junho. Outros países como: África do Sul, Argentina, Canadá, Chile, Eslováquia, Filipinas, França, Hong Kong, Holanda, Índia, Irlanda, Japão, Malta, Macau, Malásia, México, Peru, Reino Unido, Turquia, Venezuela; também comemoram na mesma data.
O dia dos pais no Brasil, onde a comemoração é no segundo domingo de Agosto, tem como autor da data o publicitário Sylvio Bherinh, em meados da década de 50, festejada pela primeira vez no dia 14 de Agosto de 1953.
Como alguns países comemoram o Dia dos Pais
Pelo menos onze países também comemoram o Dia dos Pais à sua maneira e tradição.
Na Itália e Portugal, por exemplo, a festividade acontece no dia 19 de março. Essa data ganhou destaque por ser comercialmente interessante.
Reino Unido - No Reino Unido, o Dia dos Pais é comemorado no terceiro domingo de junho, sem muita festividade. Os ingleses não costumam se reunir em família, como no Brasil. É comum os filhos agradarem os pais com cartões, e não com presentes.
Argentina - A data na Argentina é festejada no terceiro domingo de junho com reuniões em família e presentes.
Grécia - Na Grécia, essa comemoração é recente e surgiu do embalo do Dia das Mães. Lá se comemora o Dia dos Pais em 21 de junho.
Portugal - A data é comemorada no dia 19 de março. Surgiu porque é comercialmente interessante. Os portugueses não dão muita importância para essa comemoração.
Canadá - O Dia dos Pais canadense é comemorado no dia 17 de junho. Não há muitas reuniões familiares, porque ainda é considerada uma data mais comercial.
Alemanha - Na Alemanha não existe um dia oficial dos Pais. Os papais alemães comemoram seu dia no dia da Ascensão de Jesus (data variável conforme a Páscoa) . Eles costumam sair às ruas para andar de bicicleta e fazer piquenique.
Paraguai - A data é comemorada no segundo domingo de junho. Lá as festas são como no Brasil, reuniões em família e presentes.
Peru - O Dia dos Pais é comemorado no terceiro domingo de junho. Não é uma data muito especial para eles.
Austrália- A data é comemorada no segundo domingo de setembro, com muita publicidade.
África do Sul - A comemoração acontece no mesmo dia do Brasil, mas não é nada tradicional.
Rússia - Na Rússia não existe propriamente o Dia dos Pais. Lá os homens comemoram seu dia em 23 de fevereiro, chamada de "o dia do defensor da pátria" (Den Zaschitnika Otetchestva).
O Brasil, uma nação conhecida pelo acolhimento, pelo carisma e carinho, o Dia dos Pais é um dia em que as famílias se reunem, relembram velhas tradições, e homenageiam com muita alegria seus papais.
Não importa a maneira que se homenageia o pai, o importante é manter valores como respeito, honra e amor a eles.
Os pais nunca deixam de ser heróis, amigos, exemplos de vida. Uma família com uma figura paterna atuante, sábia e temente a Deus, gera filhos saudáveis, com princípios definidos e valores que irão passar adiante.

A todos os pais, parabéns!


O BAÚ E SUA EVOLUÇÃO

Houve tempo que os guarda-roupas eram móveis raros em nosso Brasil. Coisa de gente afortunada, e olhe lá, destinavam-se só e unicamente para guardar as roupas passadas a ferro de engomar nos dias festivos ou domingos, quando se tirava as roupas do baú e se deixava no cabide daquele móvel, símbolo do luxo de algumas residências senhoriais.
Em nossas antigas casas, de raros móveis, eram os baús que mobiliavam as alcovas. Cada um com o seu baú. Uns de madeira recoberta com couro, artesanalmente enfeitados, outros de madeira de cedro ou outra madeira de lei, simples caixões , onde os segredos de cada pessoa eram sigilosamente guardados, verdadeiros sacrários da individualidade.
Somente no baú, nas velhas famílias, havia a individualidade, o mais tudo era coletivo. Quartos e alcovas divididos pelos vários filhos e filhas, que dormiam no caso do Nordeste brasileiro em redes – estas também individuais. Resquícios de um Brasil mais simples, onde para casar não eram necessárias tantas alfaias e riquifiques, bastavam um ou dois potes, uma mesa, uns tamboretes e as redes de dormir, algum pano para envolver-se, algumas panelas, poucos pratos... o fogão de lenha fazia parte da casa.
Daí veio o tempo da industrialização e tudo se complicou. Em princípio com poucas quinquilharias, alguns objetos úteis e inúteis para o dia a dia, mas à proporção que a industrialização avançou no século XX tudo foi se sofisticando, se complicando. O aristocrático guarda-roupas de madeira de lei cedeu espaço ao descartável guarda-roupinha quase de papelão, que dura dois ou três aninhos, as duas ou três mudas de roupas foram se transformando em coleções de inverno, verão... tendência, roupa virou “moda”.
E aquelas casas de vãos coletivos, com quartos que abrigavam a filharada toda, foram individualizando-se: O quarto da “moça”, o quarto do “rapaz”, com seus objetos individuais TV, computador, banheiro individual. O pátrio poder transformou-se em "poder familiar", em tese era a "democratização" da família.
Chegamos, enfim à era dos Closets, o guarda-roupas já não serve mais, ficou pequeno para as nossas vestimentas, nossos calçados, nossas coleções de tênis, sapatos, cintos, adornos, perfumes. Novas necessidades. Aspiramos ser gente, sermos felizes, livres, donos e donas de nossas ideias.
E o velhos baús, aqueles que sobraram, saíram das camarinhas e adornaram as salas, não mais para guardar os segredos, as redes e os lençóis.
HISTÓRIA DO CAMAFEU

Um camafeu (do francês antigo, camaheu) é uma pedra fina cinzelada de modo a formar uma figura em relevo (em oposição a entalhe) e que comporta ou não camadas superpostas de cores diferentes.

O camafeu surgiu por volta do ano 300 a.C., em Alexandria, sendo utilizado em jóias e adornos para roupas. Os camafeus, produzidos a partir da ágata, do ônix, da sardônica, etc, continham imagens de deuses, deusas, cenas mitólogicas e figuras femininas. As jovens mulheres do período Helenístico usavam camafeus com a figura do deus Eros como um convite sedutor ao amor.
O Papa Paulo II era um ávido colecionador de camafeus, e sua morte teria ocorrido por causa do número excessivo de jóias em camafeus que portava nos dedos, que lhe teriam causado uma pneumonia devido à sua temperatura fria.
Até o século XIX, os camafeus eram também utilizados por homens, elmo]]s, capacetes, peitorais de armaduras e punhos de espada, bem como broches e anéis.
Napoleão Bonaparte foi outra figura histórica apaixonada pelos camafeus, tendo fundado em Paris uma escola para ensinar a arte da produção de camafeus a jovens aprendizes.
Ao longo dos tempos, camafeus decoravam não somente jóias, como também vasos, baixelas, taças e copos. Eram bastante apreciados por nobres e pessoas ricas, entre os séculos XV e XIX. A Rainha Vitória, tendo mostrado predileção pelos camafeus, ditou moda entre as mulheres da época, que começaram a usá-los nas blusas, nos vestidos ou numa fita em volta do pescoço.
A pequena cidade italiana Torre del Greco, localizada na Baía de Nápoles, continua sendo até hoje referência mundial na arte da produção de camafeus. Essa cidade utiliza diferentes tipos de conchas do mar e corais para a produção. Os mestres gravadores trabalham manualmente com ferramentas de aço e selecionam as conchas, calculando o número de camafeus a serem obtidos a partir delas.
Outro grande centro de produção de camafeus é Idar-Oberstein, na Alemanha. Nessa cidade, os camafeus são produzidos a partir da ágata branca, largamente encontrada na região, da cornalina e do ônix. Aqui, as gemas são primeiramente coloridas em cores previamente determinadas, para serem depois gravadas ou esculpidas com a ajuda de computadores (devido à sua dureza), que usam como padrão uma peça original feita manualmente. A cor é posteriormente retirada da superfície da gema com produtos químicos, ficando em sua cor branca original.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

LIVRO ESPELHO DA HISTÓRIA E CULTURA CRUZETENSE.

LIVRO ESPELHO DA HISTÓRIA E CULTURA CRUZETENSE.
A professora Renilda Pereira, juntamente com a turma do 9º Ano (matutino), da Escola Municipal Cônego Ambrósio Silva, lançaram no dia 14 de outubro de 2010 a 1ª edição da coletânea de entrevista - ESPELHO DA HISTÓRIA E CULTURA CRUZETENSE.

Professora Renilda e turma do 9º Ano.

Personagens entrevistados:

 DORALICE MEDEIROS
 PAULO PEREIRA DA SILVA (CRISPIM)
JOSÉ EVALDO DE OLIVEIRA
IONE RODRIGUES DINIZ MORAIS

 ALEXANDRINA DE OLIVEIRA CAMPOS
 MARIA NAZARETH DE AZEVEDO VITAL
 CLEIDE MIRIAN DE ARAÚJO AZEVEDO
 GERALDO TOSCANO DOS SANTOS
 MARIA DAS DORES MASCENA
 MANOEL DOS SANTOS (RAPINHA)
 VICENTE VITAL DA SILVA
GERALDO PRIMO DE ARAÚJO (PUJUCA)
 SEBASTIÃO PAULINO DE MEEIROS
 MARIA DAGMA DE MEDEIROS
 CELSO AFONSO SILVA (CELSO DE TINITA)
 GILVAN MEDEIROS
 TEREZINHA DE JESUS MEDEIROS GÓES
 P°. AMAURILO JOSÉ DA SILVA
 RONALDO GOMES DA SILVA
 ADALTO GUERRA FILHO
HUMBERTO CARLOS DANTAS (BEMBEM)
FILARMÔNICA 24 DE OUTUBRO


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VÍDEO EXIBIDO NO LANÇAMENTO DO LIVRO.